quarta-feira, 18 de março de 2026

Corrupção no Senado Federal

O Caso Banco Master e Davi Alcolumbre

"O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está no centro de uma grave crise política. Ele é acusado pela oposição de manobrar para impedir a instalação da CPMI do Banco Master. O motivo, segundo as denúncias, seria uma teia de relações envolvendo aliados políticos, familiares e um investimento milionário de alto risco.

No centro da polêmica está a Amprev, o fundo de previdência dos servidores do Amapá. O fundo aportou 400 milhões de reais em letras financeiras do Banco Master, uma operação considerada de alto risco por não ter a proteção do Fundo Garantidor de Créditos.

As ligações com o senador começam na própria estrutura do fundo. O irmão de Davi, Alberto Alcolumbre, integra o Conselho Fiscal da Amprev. Além disso, o presidente da instituição na época do aporte era Jocildo Lemos, apontado como afilhado político do senador. Lemos, que já foi alvo de buscas da Polícia Federal, teria ignorado alertas formais de conselheiros sobre os riscos da operação antes de aprovar o repasse milionário.

As suspeitas de proximidade ganharam ainda mais força após a Polícia Federal extrair os dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e encontrar o contato pessoal de Davi Alcolumbre na agenda do banqueiro.

No Congresso, a reação tem sido dura. O Partido Novo protocolou uma representação no Conselho de Ética pedindo o afastamento imediato de Alcolumbre por omissão institucional e abuso de poder. Paralelamente, parlamentares da oposição, liderados pelo deputado Carlos Jordy, acionaram o Supremo Tribunal Federal com um mandado de segurança para obrigar o presidente do Senado a instalar a comissão.

Nos bastidores, deputados acusam Alcolumbre de tentar uma barganha política: ele estaria oferecendo pautar a análise do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria em troca do engavetamento da CPMI.

A situação se torna ainda mais complexa com relatos de que ministros do STF estariam pressionando o senador a não abrir a investigação. O temor seria a abertura de uma nova frente de apurações, já que magistrados da Corte também teriam familiares com conexões ao dono do banco.

Procurada, a assessoria do senador Davi Alcolumbre tem negado veementemente qualquer interferência dele nas decisões financeiras do fundo de previdência do Amapá."

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